agora são 21:37 do dia 16/01/2009, último capítulo da novela global A Favorita. estou escrevendo enquanto a Lara mata a Flora, ou melhor atira nela enquanto a última geme pedindo pra acabar com tudo de uma vez.
durante a exibição do folhetim, eu inevitalmente acompanhei alguns capítulos (seja porque eu estava na casa de alguém que assistia na hora do jantar ou por simplesmente deixar a maldita tv ligada enquanto faço outra coisa). mas esse é o último capítulo, esse eu tinha que ver. mesmo que não estivesse entendendo metade do enredo, eu tiiinha que ver. e o pior, é que desde eu me conheço por gente, por mais que eu não tenha assistido um mísero capítulo, eu sempre assisto o bendito último capítulo.
mas, ao mesmo tempo, eu queria postar alguma coisa aqui no blog, porque eu tô começando, e meus leitores (HAHAHA) não podem ficar sem notícias minhas (HAHAHA [2]). e eu tava sem criatividade.
simplesmente sem criatividade. eu queria escrever, eu tinha vontade, mas não sabia o que escrever. infelizmente, essa é uma “doença” que me abate constantemente. quer ver em dia de prova. daí sim, fico a manhã inteira pra escrever meia dúzia de linhas. ninguém merece.
mas então, eu estava com a tal da vontade, mas sem inspiração, e pensei, “será que só eu sou abatida por tal maldição?”
a resposta veio brotando, aos pouquinhos, tal qual o cientista que chega ao ápice de sua descoberta e grita EUREKA! a diferença, aqui, é que não tenho nada de revelador pra contar =p
só me senti mais humana, o que me causa desespero, diga-se de passagem. ou não, vai saber.
eu sei que, vendo a tal da novela, e lembrando do final das outras que eu vi, eu concluí “mas é claro que eu não sou a única a sofrer com isso. veja os escritores dessas novelas. o povo todo já sabe do final quando falta uns 2 meses pra ela acabar, pra começo de conversa. e outra, o final é exatamente o mesmo em todas as novelas. o que muda são as supostas ‘discussões atuais’ que circulam na sociedade (seja ela a discussão sobre homoparentalidade, por exemplo); mas o tema é exatamente o mesmo. a vilã (que é invariavelmente mulher, me prove o contrário!) sempre cai, a boazinha (que conhecia a vilã de um passado distante) sobe, a personagem secundária tem um filho e é isso aí.”
e é isso aí. essa é a grande criatividade daqueles que “passam o migué” no povo brasileiro. sim, novela é migué, oras. vc distrai a mente do sujeito com as mesmas histórias, ad infinamente. me prove o contrário.
é um efeito hipnotizador que não tem validade. a novela implanta gírias, traz à tona uma série de discussões hipócritas e idiotas, com opiniões retrógradas.
me prove o contrário.
mas, como diz o grande antropólogo roberto damatta (blergh!) “a novela representa a realidade brasileira”. make me laugh.
[a tal da coisa & a coisa em si]